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HistóriaTeólogos arminianos12 de 57

Thomas Osmond Summers: o editor metodista que escreveu uma teologia sistemática arminiana

Diego Gonçalves5 min de leitura909 palavras

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Neste texto

Thomas Osmond Summers morreu em 6 de maio de 1882, em Nashville, no Tennessee, depois de passar mal durante uma sessão da Conferência Geral da Igreja Metodista Episcopal do Sul. Tinha quase setenta anos e havia passado a vida inteira entre púlpitos, tipografias e salas de aula. Os verbetes dizem que ele pôs o nome em mais de quinhentos livros, embora muitas vezes não assinasse o que escrevia. Entre todos eles, o que mais o liga ao tema desta série é uma teologia sistemática publicada depois da sua morte.

Retrato de Thomas Osmond Summers
Thomas Osmond Summers, fotografia de R. Poole, Nashville, 1881. Domínio público, via Wikimedia Commons.

Vida

Segundo a Wikipédia, Summers nasceu em 11 de outubro de 1812, em Swanage, no condado de Dorset, na Inglaterra. Ficou órfão por volta dos seis anos e foi criado por uma avó calvinista. Emigrou para os Estados Unidos em 1830. Em 1832 entrou na Igreja Metodista Episcopal de Ebenezer, em Washington, e teve a experiência de conversão em 1833. Foi licenciado para pregar em 1834 e admitido, em experiência, na Conferência de Baltimore.

Começou como pregador itinerante, o cavaleiro de circuito típico do metodismo americano, e serviu em lugares tão distantes entre si quanto o interior da Virgínia, Baltimore e o Texas. Em 1840 ajudou a organizar uma comunidade metodista na ilha de Galveston. Em 1844 passou para a Conferência do Alabama. No ano seguinte, a Igreja Metodista Episcopal do Sul, que nascia da divisão do metodismo americano, o encarregou de presidir a comissão do seu novo hinário. Em 1847 recebeu o título de doutor em teologia do Emory College.

Em 1850 mudou-se para Nashville como editor de livros da sua igreja. Dirigiu o Sunday School Visitor (1851-1856), a Quarterly Review of the Methodist Church, South (1858-1861) e, de 1868 a 1878, o Nashville Christian Advocate. Em 1875 passou a ensinar teologia sistemática na Universidade Vanderbilt e, por volta de 1878, já era o decano do departamento bíblico, que depois se tornou a Escola de Teologia da universidade.

Um ponto precisa ser dito com franqueza. Em 1856, com William Andrew Smith, Summers publicou um ensaio em defesa da escravidão nos Estados Unidos, e a Wikipédia registra que ele apoiou soldados confederados na Guerra Civil. É parte do retrato dele, e um dos limites que nós, leitores de hoje, precisamos reconhecer na herança que recebemos.

Pensamento

Classe: wesleyano, arminiano clássico na doutrina da salvação. Summers pertencia ao metodismo, a tradição de John Wesley, e a sua Teologia Sistemática traz no subtítulo a expressão “Wesleyan Arminian Divinity” (divindade wesleyana arminiana). A obra reúne lições sobre os 25 Artigos de Religião, a confissão doutrinária dos metodistas americanos, e foi organizada, com introdução e comentário, por John James Tigert.

Na prática, isso quer dizer que ele ensinava o que o arminianismo ensina desde Jacó Armínio: que Cristo morreu por todos, que a graça de Deus alcança todas as pessoas antes de qualquer decisão delas (a chamada graça preveniente) e que a eleição está ligada à fé de quem crê, não a uma escolha de Deus feita à parte da resposta humana. Dentro dessa herança, o metodismo ainda acrescenta a ênfase de Wesley na santificação, a vida que cresce em santidade depois da conversão.

Ele se situa entre os sistematizadores metodistas do século 19, na linha de Richard Watson e de Adam Clarke. A raiz de tudo isso está em John Wesley, que reuniu a defesa da graça para todos e a busca de santidade que as igrejas metodistas herdaram. Para conhecer o metodismo americano de que Summers fez parte, vale ler também sobre Francis Asbury e sobre o historiador Abel Stevens.

Em relação à declaração de fé deste site, a coincidência é grande na soteriologia (a doutrina da salvação). A diferença está no contexto: Summers escreve como ministro de uma igreja com governo episcopal e com artigos de religião herdados do anglicanismo, e isso marca o formato da obra, que segue artigo por artigo.

Obras principais

  • Biographical Sketches of Eminent Itinerant Ministers (1858).
  • The Bible Christian, título que consta nos registros de autoridade da obra dele.
  • Dr. Summers: A Life-Study (1884), publicado depois da morte dele.
  • Systematic Theology: A Complete Body of Wesleyan Arminian Divinity (1888, dois volumes, o segundo editado por John J. Tigert).
  • Hinos, liturgia e centenas de textos para a imprensa da sua igreja, em parte sem assinatura.

Livros em português

Até onde pude verificar, ainda não há livros dele traduzidos para o português.

Para aprofundar

Este texto faz parte da série sobre os teólogos arminianos.

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